quarta-feira, agosto 10, 2005

No calor do Quénia… Ou no calor dos Incêndios?


Este País está cada vez mais parecido com uma qualquer república das bananas, se não vejamos:

O País arde, pessoas ficam sem casas, pessoas morrem carbonizadas, pessoas perdem tudo o que conseguiram durante uma vida de trabalho, estradas e auto-estradas são cortadas devido aos fogos, os bombeiros extenuados não conseguem fazer mais, e o outro anda no Quénia de férias com os filhos (quem sabe se el Dioguito também).

Num País civilizado, com um Governo civilizado, essas férias há muito que teriam sido interrompidas, mas em Portugal tal não é necessário, não vale a pena, o outro deixou cá um substituto.

O problema é que apesar de o substituto falar muitas vezes o resumo do que diz é nada, não apresenta soluções, não tem ideias e ainda por cima queria que os media dessem menos destaque a estas questões. O argumento de que com quantas mais imagens de fogos forem difundidas mais os “maluquinhos” dos incendiários vão atear mais fogos não me convence, penso que o que preocupa verdadeiramente é a imagem negativa com que o governo vai ficar, mas não se preocupem o povo é sereno e esquecido, só assim se justifica a maioria absoluta.

Armando-me em astrólogo fiz uma previsão que vou compartilhar convosco:

- Prevejo que dentro de 3 a 4 semanas o governo (governo está escrito com letra minúscula para estar em sintonia com o valor do mesmo) vai emitir um comunicado com seguinte teor:

Verifica-se que as primeiras informações fornecidas que davam conta de uma enorme onda de incêndios a ocorrer no continente não se confirmaram".

Os elementos ora apurados, em conjugação com as imagens recolhidas, não configuram, contudo, qualquer situação de onda de incêndios.
Um membro do governo, que compareceu na Comissão de Assuntos Constitucionais em resposta a um requerimento do PCP, sublinhou a importância de este documento ter sido desclassificado e disponibilizado ao público."A avaliação rigorosa, sem medo, de conhecer a diferença entre a reacção a quente e a avaliação à distância é terapêutica e saudável", considerou este membro do governo, sublinhando que "não há hoje ninguém apegado ao juízo analítico produzido nas primeiras semanas de Agosto.